Pedrinho não tinha mesmo jeito. Era muito preguiçoso. Vivia perdendo
a hora de ir para a escola. De nada valiam os esforços de seus amigos,
os bichinhos, para acordá-lo. Ele nem ao menos ligava.
A preguiça sempre dominava Pedrinho. Até mesmo no caminho para a
escola, se encontrasse uma sombra gostosa, deitava e dormia. “Ah! Não
sei para que tanto estudo!”, dizia ele. “Não quero esquentar a cabeça!”
Mas o resultado de toda aquela preguiça não tardou a chegar.
Enquanto no final do curso todos receberam seus diplomas, Pedrinho não
ganhou o dele, tinha sido, o tempo todo, um péssimo aluno. “Ora, bolas!
Que farei agora?”
O tempo foi passando e Pedrinho sempre se lamentava: “Como poderei
vencer na vida se não tenho estudo, nem um ofício?” Como ele estava
arrependido!
Chegou-se então a um velho amigo, que penalizou-se de seu estado.
“Por favor, amigo, ajude-me”. Porém o amigo respondeu: “Nada disso,
Pedrinho! Eu precisei trabalhar muito e estudar!”
“Sempre procurei aproveitar todo o tempo e você, não. Era um
preguiçoso de marca maior!” “É, mas agora estou muito arrependido! E
quero aproveitar o tempo que perdi”, disse Pedrinho.
“Então, eu vou ajudá-lo!”, disse o amigo.
“Este relógio é seu! Ele irá ajudá-lo a aproveitar o tempo, se você
souber usá-lo”. “Muito obrigado, amigo! Nunca mais precisarei pedir
esmola e daqui para frente serei caprichoso nos estudos e no trabalho”.
Então, tudo mudou. Pedrinho, que era muito preguiçoso, começou a
trabalhar e a estudar. Daí por diante, ele nunca mais teve preguiça e
levantava-se feliz pela manhã.
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